MVP (Produto Mínimo Viável): O que é e para que serve?

O MVP é o ponto inicial de uma ideia, seja ela de negócio, produto, solução ou funcionalidade.

É através dele que são realizados os primeiros testes para analisar se aquela ideia é viável.

E também você passa a entender o que realmente você está tentando solucionar.

O MVP é a versão mais simples e barata de um produto final. 

Ajudando grandes ideias a serem validadas e se tornarem grandes negócios.

Ou serem descartadas, mas sem ter gasto muitos recursos.

Neste artigo vamos explicar melhor o conceito de um Produto Mínimo Viável.

E como você pode aplicar ele na prática.

MVP: O que é?

Um MVP ou Produto Mínimo Viável é a versão de um produto, negócio, idéia ou solução com o mínimo de funcionalidades, mas atendendo aos objetivos e proposta final, utilizando o mínimo de recursos. É através dele que é possível descobrir se aquela ideia realmente é uma solução de mercado.

O termo ficou conhecido na obra Startup Enxuta de Eric Ries.

Ele define como a versão do produto que consegue coletar o máximo de validações com o mínimo de esforço.

Ou seja, gastando menos tempo e dinheiro é possível coleta dados importantes.

O Produto Mínimo Viável está muito atrelado ao mundo das startups.

Pois como vimos em nosso artigo, começam sem recursos e com uma pequena equipe.

Além de precisarem validar se seu produto realmente é o que o mercado precisa.

Mas no mundo das indústrias, o conceito de MVP tem sido adotado por áreas de melhorias e desenvolvimento interno.

A idéia ainda é a mesma! Validar se realmente é necessário corrigir um problema usando o mínimo de recursos.

Afinal, ninguém que investir em projetos e soluções sem antes saber se vai dar certo. Não é mesmo?

Para que serve um Produto Mínimo Viável?

As vantagens de um MVP são:

  • Validar uma solução
  • Economizar recursos
  • Ser ágil nas alterações

Validação

É muito importante criar uma versão de teste que valide o seu produto.

Mas não confunda com um protótipo!

Ou seja, tem muito mais haver com o propósito da sua ideia, do que uma versão barata do produto.

Como o exemplo da Easy Taxi.

Antes do sucesso do Uber e 99taxis no Brasil, Tallis Gomes e Daniel Cohen fundaram a Easy Taxi.

A ideia era conectar os táxis e pessoas sem a necessidade de ligações, através de um app.

Mas como validar a proposta sem ter que desenvolver um aplicativo do zero?

Eles desenvolveram uma plataforma no qual você como usuário iria solicitar um táxi.

Recebiam a solicitação imediatamente ligavam para os táxis parceiros até encontrar um disponível.

Assim, faziam a conexão do táxi com a posição da pessoa.

Com o uso de uma plataforma simples, que hoje pode ser feito de forma ágil.

E com muita vontade de fazer acontecer.

Ao sentirem que as pessoas realmente queria essa agilidade para encontrar um táxi, validaram o problema.

E dessa forma fizeram seu aplicativo.

Economizar Recursos

O que você acha mais prudente: Sair desenvolvendo um produto de sua imaginação, ou perguntar ao mercado o que acha?

Nem sempre o que você imaginou será a solução final.

Mas isso não quer dizer que está ruim ou que não dará certo.

É por isso que você precisa validar primeiro se tem sentido.

E junto com o mercado vai desenvolvendo o que é melhor para seu produto!

Há algumas boas formas de economizar tempo e dinheiro.

O Dropbox quando lançou a ideia de dados na nuvem mapeou o interesse do mercado através de um vídeo explicativo.

Você pode ver este vídeo clicando aqui.

Imagine se o Dropbox saísse desenvolvendo funcionalidade sem antes “perguntar” ao mercado.

A chance de ser necessário adaptações seria grande, não acha?

Economize tempo e dinheiro com um MVP.

Ser ágil nas alterações

Bom, já falamos que você precisa validar primeiro e que um produto mínimo viável pode economizar tempo e dinheiro.

Muitas alterações podem surgir no caminho.

E é bem provável que aconteça.

Dessa forma, quanto mais “pronto” estiver seu produto, mais difícil pode ser fazer uma alteração.

Ao construir um produto fechado você pode ter problemas ao precisar alterar algo após dados coletados.

Quais são os tipos?

São vários tipos de MVPs que podem ser feitos.

Mas seguindo o Tudo Sobre Startups, existem 3 tipos bem comuns utilizados.

São eles:

 

Concierge

O método Concierge utiliza muito pouco recurso e o foco total é na proposta de valor.

O foodOnTheTable é um aplicativo que apresenta pratos para cozinhar, suas receitas e os itens que devem ser comprados.

Porém, ele se conecta com os mercados mais próximos para lhe fornecer os valores de cada item.

Assim, você observa onde é mais barato comprar os produtos para preparar seus deliciosos pratos.

Para validar essa idéia, eles levaram receitas e um catálogo de produtos de mercados próximos para as pessoas.

Batendo de porta em porta. 

Assim, a intenção era testar se realmente fazia sentido sua proposta de valor.

Como podem ver, esse modelo é bem difícil de escalar.

Mas pode economizar bastante ao validar as suas idéias antes de desenvolver sua solução.

 

Mágico de Oz

Este modelo de validação também não é muito escalável, mas já é possível testar de forma mais prática.

Nele é exigido que a parte da “frente” de sua solução esteja pronta.

Ou seja, um layout de um aplicativo ou um site.

Porém a parte que trabalha os dados, por trás da aplicação, é totalmente humana.

Este é o exemplo que citamos da Easy Táxi.

Eles já possuíam uma plataforma na qual as pessoas conseguiam solicitar o táxi.

Mas quem fazia a comunicação com os motoristas eram as pessoas por trás da solução.

 

Fumaça

Vocês já ouviram a expressão: “Onde há fumaça há fogo?”

O método do MVP fumaça visa avaliar se realmente há fogo na sua solução.

Em outras palavras, seu objetivo é medir o interesse e se faz sentido sua proposta de valor.

Assim, para validar você precisa apresentar sua solução para o máximo de pessoas possível.

Uma das práticas mais comuns é o desenvolvimento de uma página na internet, que tem as informações do seu produto.

De preferência é adicionado um vídeo que explica o seu funcionamento.

E possui um formulário para ser preenchido caso o usuário queira um teste grátis, ou um cupom ao lançar o produto.

Na verdade alguma recompensa por enviar os dados como email, nome, seja o que for necessário.

Esta página na internet é conhecida como landing page.

Outras estratégias podem ser abordadas como apresentação em slides ou em papel, mas que seja levado a várias pessoas.

Através da internet você consegue alcançar quantos usuários seu investimento permitir.

Mas nós da FUSION já levamos folders à grandes feiras, direcionadas ao assunto do nosso projeto.

Assim conversamos com vários empresários do setor e conseguimos mapear o interesse deles.

6 Passos para desenvolver um MVP?

Para fazer seu produto mínimo viável não há uma fórmula exata.

Mas é importante entender alguns pontos para que seus testes sejam mais proveitosos.

Assim, separamos 6 itens que podem te auxiliar a fazer uma boa validação:

1. Entenda o problema e para quem ele está sendo resolvido

Já divulgamos aqui em nosso blog um estudo da CB Insights.

No estudo o principal motivo para que uma startup falhe é que seu produto não atende uma dor de mercado.

Ou seja, empresas e pessoas geralmente não tem aquele problema que está sendo sugerido.

Assim é muito importante você mapear que irá usar a sua solução.

Será utilizado no dia a dia das pessoas ou será mais voltado para empresas?

Por exemplo, um aplicativo de exercícios pode ser voltado para pessoas, onde qualquer um baixa.

Ou também para empresas, onde as academias podem disponibilizar para seus alunos.

E qual a diferença?

Tudo vai influenciar nas suas estratégias, de abordagem, em como elaborar as funcionalidades.

Por isso é importante entender para quem e qual  é o real problema.

2. Analise a concorrência

São raros os casos onde não há concorrência.

Sejam eles de forma direta ou indireta.

E nem sempre a concorrência é algo ruim!

Pois se eles já passaram por ali, é sinal que tem mercado para sua solução.

Você pode sondar como seu concorrente faz.

E também perguntar a clientes do seu concorrente o que eles acham da solução.

O que pode ser melhorado?

Assim você começa a ter uma lista de diferenciais a serem acrescentados.

3. Saiba o que o usuário faz para resolver o problema dele

E concorrência não deve ser encarada somente como soluções similares.

Uma app de controle financeiro concorre também com o uso de planilhas financeiras.

Pois o objetivo final é o mesmo, concordam?

Analisar todas as formas como seu usuário e cliente solucionam o problema dele é importante.

Dessa forma você vai entender o todo! 

Para isso tente responder estas perguntas:

  • Como o meu usuário/cliente resolve o problema dele hoje?
  • O que ele ainda não consegue fazer para resolver seu problema?
  • Quais são as brechas das soluções atuais?

Com isso você pode guiar em criar um produto completo e superando as falhas dos concorrentes.

4. Defina um objetivo

Neste passo você precisa definir o que você irá querer testar com seu MVP.

Há produtos mais complexos e cheios de funcionalidades que podem dificultar um teste.

Dessa forma você pode colocar como objetivo se ele realmente acha que sua solução resolve um problema específico.

Ou testar a experiência que o usuário tem apps.

Há uma forma de você esboçar um layout interativo, sem desenvolver nenhuma linha de código.

E você pode testar como que o usuário iria se comportar em sua solução.

5. Programe um teste no mercado

Programe os primeiros testes, buscando pessoas ou empresas que possam adotar seu produto em fase inicial.

O acordo pode ser com testes gratuitos, ou com um preço menor de mercado.

Assim você pode ganhar de cara um case.

E ter estes clientes iniciais, chamados de early adopters é de extrema importância.

Assim, quanto seu próximo usuário for testar, você já possui feedbacks importantes.

6. Faça as alterações e novos testes até 

Você acha que o produto ficará pronto de primeira?

Seria um grande efeito acertar um produto na primeira tentativa.

Justamente porque quando você esboçou seu MVP, não entendia muito bem do mercado nem do usuário.

Mas com o passar dos testes você irá juntar pontos em comum e alterar ou criar novas funcionalidades.

Repita este passo sempre.

Seu produto não pode estar acabado!

E é por isso que o facebook ainda lança e atualiza funcionalidades.

As pessoas mudam, o mercado se transforma e se você parar vai se atrasar.

Transforme sua Ideia em Solução

Portanto, um produto mínimo viável é uma versão inicial de seu produto utilizada para testar a sua proposta. 

Diferentemente do protótipo, ela visa entender o problema e validar se ele é real.

E não é a versão mais barata do seu produto.

Porém, automaticamente, ela economiza recursos importantes.

Além de te direcionar para construir uma solução que seja relevantes para o mercado ou sua empresa.

Como você está em uma fase de teste, as mudanças serão ágeis.

Evitando que você tenha retrabalho no desenvolvimento da solução.

E para desenvolver um produto mínimo viável podemos seguir os 6 passos:

  1. Entender o problema e para quem
  2. Analisar a concorrência
  3. Saber o que o usuário faz para resolver seu problema
  4. Definir o objetivo do MVP
  5. Programar o teste no mercado
  6. Fazer as alterações e testar novamente

Espero que tenha aprendido a como dar os primeiros passos para montar seu MVP.

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1. Movimentam a economia

E elas são grandes responsáveis pela movimentação econômica de um país.

Segundo a StartupBase são mais de 13 mil startups Brasil.

E em 2020 começamos o ano com 11 empresas com valor de mercado acima de U$1 bilhão. 

Estes são os famosos unicórnios.

E ainda tem o destaque para o Nubank que já tem valor acima dos U$10 bilhões.

2. Geram Empregos

Segundo a ABstartups, as startups geram 50% dos novos empregos no Brasil.

Além disso, estão entre as empresas mais desejadas para trabalhar.

Uma das razões é a cultura de trabalho, com ambientes inovadores e horários flexíveis.

Dessa forma, criando novos empregos podem gerar novas oportunidades, não é certo?

3. Auxiliam no Desenvolvimento de Outros Negócios

As startups também se tornaram grandes atores no desenvolvimento de grandes empresas.

As indústrias, por exemplo, possuem várias necessidades de melhorias.

Há até mesmo situações em que nunca foi encontrado uma solução viável.

Dessa forma estas empresas criam desafios para que as startups consigam resolver.

São lançados em formato de edital ou de iniciativa privada.

Assim, estes pequenos ganham a oportunidade de construir um piloto dentro de uma grande empresa.

E depois, sabendo que empresas do mesmo ramo podem ter problemas semelhantes, podem escalar a sua solução.

4. Auxiliam em Problemas Sociais

Como falamos anteriormente, elas podem tanto solucionar problemas de empresas quanto das pessoas.

E vimos o exemplo do Uber facilitando e reduzindo o custo de transporte nas cidades.

O Nubank com suas taxas bancárias zero.

E o Airbnb auxiliando as pessoas a terem uma renda extra em seu imóvel.

5. Desenvolvem o Ramo da Saúde

Estas startups são conhecidas como healthtechs.

Empresas que lutam contra obesidade, câncer e buscam oferecer melhor qualidade de vida às pessoas.

No Brasil temos a Telavita, conectando pacientes a psicólogos de forma online e rápida.

A Americana Samumed, que desenvolve soluções para regeneração de tecidos em doenças degenerativas.

Entre outras soluções que visa o desenvolvimento da área da saúde.

As Startups são o futuro do Mercado

Atuando sobre problemas e desafios relevantes e que façam sentido para o mercado, sempre atuam dentro de inovações.

Dessa forma, atuam em soluções que serão disseminadas em nosso futuro.

Se hoje alguns problemas que já foram resolvidos por outras startups no passado, podemos esperar novidades.

Com os avanços da inteligência artificial, blockchain, ciência dos dados, há muitas áreas para crescer.

São jovens empreendedores, entusiasmados em resolver problemas e criar soluções para a sociedade e para o mercado. 

E se antes se esperava que estas soluções fossem criadas no Vale do Silício ou centros tecnológicos.

Hoje existem várias iniciativas em cidades de todo o mundo.

Portanto, pode ter uma startup do seu lado.

Atuando em prol do desenvolvimento do mundo que conhecemos hoje e pronta para dominar um mercado.

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